A pedra da lua pertence ao grupo dos feldspatos, que compõem a maior parte das rochas na crosta terrestre. Por isso, ela nunca atingiu grande valor comercial, junto com suas primas a pedra do sol e a labradorita. Para completar, seu melhor formato, aquele que garante seu brilho especial, é o cabochão, que também já foi relegado a um segundo ou terceiro plano na joalheria faz muito tempo. Desde que no século XV as gemas facetadas se tornaram comuns, a pedra da lua saiu de cena, só retornando durante o período Art Nouveau, quando se passou a valorizar seu brilho branco-azulado e sua forma limpa e arredondada.
Há somente um aspecto da pedra da lua que garante seu destaque no universo do desenho de joias: um fenômeno chamado adularescência – aqueles brilhos branco-azulados que vemos sobre sua superfície quando movemos uma peça com pedra da lua. Os feldspatos são formados essencialmente de silicato de alumínio, combinado com sódio/cálcio ou sódio/potássio. A iridescência nada mais é do que o resultado da refração da luz ao passar por camadas e mais camadas ultra delgadas desses minerais sobrepostos e que apresentam diferentes níveis de refração.
Na Índia, a pedra da lua é considerada uma pedra sagrada e, consequentemente, muito utilizada na joalheria. Ela representa a energia da lua, da feminilidade. Por isso, é associada às emoções e ao subconsciente. Dizem que usá-la acalma a mente, diminui o stress e a ansiedade, dá acesso ao significado oculto dos sonhos e aumenta o poder de sedução.

